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Módulo 7 - Marketing

Vender e prestar serviços são os objectivos de qualquer empresa, pois só assim pode assegurar a suaclick for larger image and more info

própria sobrevivência.

Historicamente os condicionalismos internos e externos em que a empresa se movimenta foram

variando e só começámos a ouvir falar em marketing , no século passado, nos Estados Unidos da América. Foi o primeiro país que

utilizou o marketing como meio para resolver os problemas criados pela produção em massa derivada do "taylorismo”.

Este módulo dedica-se ao estudo do marketing como fenómeno actual e ao crescente papel que assume em qualquer empresa. Uma

vez que o marketing implica uma determinada atitude, é importante que o aluno a conheça, a interprete e, acima de tudo, formule uma

opinião crítica sobre este fenómeno. Depois de compreender o cliente, o mercado e o marketing, surge necessariamente o estudo da

concorrência de forma qualitativa e quantitativa. Por fim, e inevitavelmente, estudam-se as variáveis principais do mix do marketing: o

produto, o preço, a distribuição e a comunicação.

Este tema permitirá a percepção da linguagem comercial mais frequentemente utilizada.

In: Programa de Gestão. ANQ, 2010


Fernando Pessoa e a Coca-Cola

Luís Pedro Moitinho de Almeida

Na página necrológica do Diário de Notícias de 18 de Julho de 1981 vinham a Administração e os empregados de McCannErikson/Hora participar o falecimento do fundador da referida empresa, Manuel Martins da Hora.

O falecido era um homem bondoso, que cheguei a ver, de saco na mão, à porta da igreja de Nossa Senhora de Fátima, a pedir para os pobres da Conferência de S. Vicente de Paula.

Manuel Martins da Hora, embora não fosse um intelectual, fazia parte do «cercle» de amigos de Fernando Pessoa, que o visitavam assiduamente no escritório comercial de meu pai, onde Pessoa então trabalhava.

Por alturas de 1927 ou 1928, andava eu nos últimos anos do liceu, como ia com muita frequência ao escritório de meu pai, passei a notar que entre ele, Manuel Martins da Hora e Fernando Pessoa havia ali muitos conciliábulos.

Pouco tempo depois meu pai aparece como agente da Coca-Cola em Portugal e estou convencido de que foi Manuel Martins da Hora que, por certo com combinada participação, levou esse negócio para o escritório, tanto mais que, já depois do 25 de Abril, quando a Coca-Cola assentou definitivamente arraiais em Portugal, o nome de Manuel Martins da Hora volta a aparecer mais ou menos ligado ao produto.

Na sua qualidade de agente da Coca-Cola, meu pai fez várias encomendas de mercadoria, que vinha então dos Estados Unidos da América em garrafões e em garrafas, estas muito parecidas, senão iguais, àquelas em que actualmente se serve a bebida no nosso país.

O mercado (pelo menos o de Lisboa) foi abastecido de mercadoria e eu recordo tê-la tomado, mais de uma vez, na companhia de condiscípulos do liceu, na esplanada da Pastelaria Versailles, que então existia na Avenida da República.

Da propaganda comercial do produto foi encarregado Fernando Pessoa, que era, aliás, quem fazia a correspondência com a empresa americana representada.

Fernando Pessoa colaborava assiduamente na Revista de Comércio e Contabilidade, dirigida pelo seu cunhado, o então capitão Francisco Caetano Dias. Sabia de comércio como gente grande e era exímio em «slogans» de propaganda comercial. O seu parente e meu amigo dr. José Jaime Neves ainda conserva algumas «plaquettes» de propaganda de artigos de escritório de meu pai (pelo menos das tintas e vernizes Berry/Loid) onde se pressente a linguagem inigualável de Fernando Pessoa. Tenho pena de não ter conservado nenhuma dessas «plaquettes».

Para anunciar a Coca-Cola, Pessoa imaginou o seguinte «slogan»: «Primeiro estranha-se. Depois entranha-se».

A mercadoria começou a vender-se em ritmo animador, mas o «slogan» de Fernando Pessoa ajudou à morte da representação da Coca-Cola por meu pai.

É que nessa altura era director de Saúde de Lisboa o Dr. Ricardo Jorge, que mandou apreender o produto existente no mercado e deitá-lo ao mar. No escritório de meu pai ainda me recordo de ter visto alguns garrafões do precioso líquido selados pela Direcção de Saúde.

O Dr. Ricardo Jorge – contava-me Fernando Pessoa – justificava o seu entendimento argumentando: se do produto faz parte a coca, da qual é extraído um estupefaciente, a cocaína, a mercadoria não podia ser vendida ao público, para não intoxicar ninguém; mas se o produto não tem coca, então anuncia-lo com esse nome para o vender seria burla, o que igualmente justificava que ele não fosse permitido no mercado.

Perante o «slogan» de Fernando Pessoa, o Dr. Ricardo Jorge entendia – contava igualmente Fernando Pessoa – que ele era o próprio reconhecimento da toxicidade do produto, pois que, se primeiro se estranhava e depois se entranhava, isso é precisamente o que sucede com os estupefacientes que, embora tomados a primeira vez com estranheza, o paciente acaba por adquirir a sua habituação.

Escusado será referir que meu pai teve um enorme prejuízo com a interdição da Coca-Cola e com o consequente fim da respectiva representação em Portugal.

Já não existem os arquivos de correspondência do escritório de meu pai, que hoje seria interessante consultar. Mas talvez ainda exista o processo da Coca-Cola na Direcção de Saúde de Lisboa. Se assim for, a história de Fernando Pessoa e a Coca-Cola ainda pode ser melhor contada.

 In JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias. Lisboa,  16 de Março de 1982.

Primeiro anúncio publicado em Portugal pela Coca-Cola

Fernando Pessoa redigiu o primeiro slogan da Coca-Cola em Portugal. O poeta era, nessa altura, copywriter da agência de publicidade Hora. O slogan – "primeiro estranha-se depois entranha-se" foi proibido pelo regime, assim como a bebida, devido à conotação da cocaína. Só muito mais tarde, em 1975, a Coca-Cola foi lançada em Portugal.


Sete ideias de Steve Jobs que falharam

(Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=30231 ) em 06/10/11

"É inegável que alguns dos produtos pensados pelo génio de Steve Jobs e construídos pelas suas empresas mudaram o mundo e a vida de milhões de pessoas. Mas entre os degraus de uma carreira de sucesso, alguns patamares guardam fiascos tecnológicos ou comerciais, segundo a Associated Press.

O primeiro é o Apple III que, em 1981, sucedia ao Apple II. Destinava-se a utilizadores empresariais. O preço elevado e o hardware de pouca confiança garantiram que seria o IBM PC a liderar o segmento.

O preço elevado voltou a comprometer a Apple, desta vez com o lançamento do Lisa, dois anos depois. O aparelho custava quase 10 mil dólares, e o mais barato Macintosh triunfou.

Em 1989, o NeXT Computer assinalava o trabalho de Jobs depois de ter sido despedido da sua própria empresa. A ideia de Jobs era visionária, demasiado visionária para os dias que corriam, e cara para as massas.

Nove anos depois, o Puck Mouse – que, com o novo iMac, assinalava o regresso de Steve Jobs à Apple – perdia-se na mão dos utilizadores, que nem sempre conseguiam perceber em que sentido estava posicionado o pequeno e redondo objecto.

Em 2000, o The Cube ganhou prémios de design com a sua pequena caixa de plástico com um computador dentro mas, uma vez mais, o elevado preço não garantiu bons resultados nas lojas. Os críticos dizem também que não trazia grandes inovações comparado com os seus antecessores da marca da maçã.

O iPhone não foi a primeira aventura da Apple no mundo dos telemóveis. No final de 2005, o ROKR – uma parceria com a Motorola Inc. – também conhecido como iTunes phone deixava os amantes de música a pensar que o iPod era muito melhor. Só podia passar 100 músicas e era difícil transferi-las do computador. Além disso, o nome enganava: não era possível descarregar músicas da loja online da marca.

O ‘último falhanço’ de Steve Jobs foi referido pelo próprio como um «passatempo». Em 2007, a Apple TV permitia ligar a televisão ao computador: com um pequeno comando, o utilizador podia, na televisão, ver os filmes ou ouvir as músicas que corriam no computador. O aparelho custava 249 dólares e era difícil de usar. Além do mais, os filmes descarregados do iTunes apareciam com baixa qualidade nas televisões HD. No ano passado, a marca lançou um aparelho mais barato e melhorado, com ligação directa à internet."

Tarefa:

Lê o texto com atenção e comenta-o, tendo em atenção os conteúdos de Marketing que aprendeste recentemente.


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Ver mais em: http://www.funzug.com/index.php/creativity/the-creative-att-advertisements.html



10/12/2013

    Campanha emotiva do Google


      Vídeo do Google que, para além da bonita história, nos mostra como o mundo mudou para todos nas últimas décadas, e em especial para países como a Índia.



          MANUAIS
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          Ilda Dinis,
          24/11/2011, 16:55
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          Ilda Dinis,
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