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- Unidade 2 - Globalização e regionalização económica no mundo


A globalização económica e as desigualdades regionais 

 1. OS PROCESSOS DE GLOBALIZAÇÃO
 
O processo de globalização é a crescente interdependência das zonas geográficas do mundo em todas as áreas: economia, política, sociedade, cultura e meio ambiente. 

1.1 CAUSAS DA GLOBALIZAÇÃO 
 
a) A melhoria dos transportes e o respectivo embaratecimento - isto tornou mais fácil o movimento de pessoas e bens por todo o mundo. 
b) O desenvolvimento tecnológico, em especial das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Isto permitiu emitir e receber informações instantâneas sobre qualquer acontecimento mundial; ligar e coordenar pessoas e empresas em qualquer ponto do mundo; agilizar as operações financeiras e difundir as decisões, ideias, padrões e comportamentos sociais.Foi assim possível reduzir a distância entre as diferentes regiões, transformando o planeta numa "aldeia global". 
c) A expansão do capitalismo baseado na propriedade privada, a livre concorrência e a procura do lucro máximo. Assim se expandiram os investimentos e os pontos de venda de produtos e serviços por todo o mundo; O mercado de trabalho globalizou-se, em função dos interesses das grandes empresas, que se instalam onde a força de trabalho é mais adaptada às suas necessidades; Verificou-se um aumento do consumo de recursos naturais. A queda do comunismo a partir da década de 1990 e o declínio das economias de subsistência tem favorecido este processo. 
d) A expansão da ideologia neoliberal, baseada na plena liberdade dos mercados e o desaparecimento das barreiras comerciais, permitiu o incremento das trocas globais. 
e) O desempenho de alguns agentes económicos, como empresas multinacionais e algumas organizações internacionais, que permitiram o funcionamento global da economia e a tomada de decisões  políticas, sociais, culturais e ambientais. 
e.1) As empresas multinacionais têm a sua sede num determinado país e filiais noutros, tendo uma grande influência sobre o mercado de bens e serviços. 
e.2) As organizações internacionais que facilitam esse processo são a OMC (Organização Mundial do Comércio), que promove a liberalização do comércio mundial; o FMI (Fundo Monetário Internacional) que controla a estabilidade monetária internacional; o Banco Mundial, que fornece ajuda ao desenvolvimento; a ONU que adopta resoluções em favor da paz e dos direitos humanos; e o grupo G-8, composto pelos países com economias mais poderosas do mundo, influenciando as directrizes da economia e da política a nível mundial. 

1.2 CARACTERÍSTICAS DA GLOBALIZAÇÃO

1.2.1 A GLOBALIZAÇÃO ECONÓMICA 

a) A produção tende a ser organizada à escala global, porque as novas tecnologias permitem a divisão dos processos de fabrico em fases e localizar cada uma delas nas áreas mais rentáveis. Esta estratégia é utilizada por empresas multinacionais, mas também muitos optam pela deslocalização e internacionalização para aumentarem os seus lucros. 
b) O intercâmbio de bens, capitais, serviços, tecnologia  espalha-se por todo o mundo graças ao desaparecimento progressivo das barreiras comerciais. Além disso, o desenvolvimento dos transportes e das telecomunicações permitem que esse intercâmbio se produza a grande velocidade. 
c) O consumo tende a ser uniforme em todo o mundo, porque as grandes empresas espalham os mesmos gostos e comportamentos através da publicidade. 

1.2.2 A GLOBALIZAÇÃO POLÍTICA, SOCIAL, CULTURAL E AMBIENTAL 

a) A globalização política surgiu após o fim da Guerra Fria (1990), quando os Estados Unidos se tornaram na única super potência do mundo. Juntamente com a União Europeia e o Japão, são as três maiores potências económicas do mundo, das quais a China se vai aproximando cada vez mais. 
b) A globalização social manifesta-se no mercado de trabalho, afectando quer trabalhadores qualificados quer não-qualificados, através da migração. 
c) A globalização cultural afecta desde as ciências às artes,  passando pelos eventos culturais e pelas comunicações. 
d) a globalização ambiental  deve-se ao facto de os problemas terem alcance à escala global  (gases de efeito estufa, camada de ozono, chuvas ácidas, destruição das florestas, destruição da biodiversidade ...)

1.3 CONSEQUÊNCIAS DA GLOBALIZAÇÃO

a) Na economia,  melhoraram muito as hipóteses de alguns países emergentes (China, Índia, Brasil) e os lucros e comércio das grandes empresas. A mudança reduziu o peso das pequenas empresas de carácter nacional contra o poder das multinacionais. 
b) Na política, espalharam-se os valores da democracia, da liberdade e dos direitos das mulheres. Do lado negativo, a limitação da autonomia nacional e instabilidade de algumas regiões do mundo, que reagem à imposição de estilos de vida ocidentais. 
c) Em parceria melhorou o padrão de vida e emprego, embora as condições de trabalho são piores para a flexibilidade e instabilidade do trabalho e o declínio dos salários. Mais trabalho, mas pior. Na medicina, os avanços são disseminados, mas também o progresso de epidemias. As redes também crescentes de criminalidade internacional 
d) Na cultura, facilitou a divulgação dos avanços da ciência e da tecnologia, mas a imposição dos valores da cultura ocidental pôs em perigo a identidade cultural de outras regiões. 
e) No que se refere ao ambiente, a globalização favorece os acordos mundiais e a tomada de consciência, mas também aumenta o impacto ecológico, porque o modelo económico proposto é baseado no crescimento ilimitado da produção e do consumo. 
f) A nível internacional tem aumentado a integração global, mas tem promovido uma divisão de trabalho que aumenta a desigualdade entre as regiões que concentram as actividades mais dinâmicas (áreas centrais) e as regiões especializadas em actividades mais tradicionais (áreas periféricas).


Vozes contra a Globalização. É possível outro mundo  

Vozes contra a Globalização é um documentário de 7 capítulos onde diversas personalidades falam sobre a problemática da globalização. 

1 - Os donos do mundo

Os donos do mundo: é o segundo poder estabelecido no planeta: as empresas e as suas relações com a sociedade
No 2º episódio  desta serie, analisa-se o novo panorama laboral mundial: a deslocalização das empresas, as  grandes áreas de produção mundial (China e India), a imigração, diminuição do bem-estar social na Europa , as privatizações,diminuição dos direitos laborais, o triunfo da economia especulativa sobre a economia produtiva e a política económica neoliberal.

O terceiro capítulo analisa se é possível que o mundo possa ser dominado apenas por uma potência, como é que as pessoas são afectadas pela indústria do medo, em cujas mãos estão os principais meios de comunicação, e qual o seu papel no esforço por um mundo melhor.

Aponta as injustiças do sistema actual e questiona a sua falta de ética 


Confronta-nos com o aquecimento global, a perda de milhões de espécies, a insensibilidade dos políticos e o descuido dos cidadãos perante um cenário que já levantou as vozes de  cientistas em todo o mundo que acreditam que o modo de vida de uma parte da humanidade vai condenar todas as espécies.


"O século do povo", o sétimo capítulo que termina esta série. Centra-se nos acontecimentos de Seattle e Génova, Portalegre e Caracas e questiona se um outro mundo é possível? E como há-de ser esse mundo que já está a nascer.



Documentário  do Observatório deResponsabilidade Social em co-produção com a Universidade Nacional de Educação à Distancia (UNED).

As pessoas em todo o mundo estão cada vez mais dependentes de um pequeno número de grandes empresas globais. A empresa Monsanto controla 90% das sementes transgénicas; a Microsoft tem uma quota de 88,26% do mercado de software,  seguida pela Apple, com o Mac, com apenas 9,93%; todos os dias 150 milhões de pessoas no mundo compram um produto Unilever mesmo sem o saberem; a MC Donald’s serve 58,1 milhões de refeições em todo o mundo. Das 100 maiores economias, 51 são grandes empresas. Os estados perdem o poder, ao mesmo ritmo que as grandes corporações o ganham. A globalização criou um novo contexto que exige uma redefinição das regras para uma sociedade global do século XXI.
Neste contexto, o debate sobre a responsabilidade social das empresas, que se propõe como ponto de partida para repensar o equilíbrio entre o desenvolvimento económico, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social, necessário para construir o novo tipo de sociedade que queremos.










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Ilda Dinis,
18/09/2014, 14:46
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Ilda Dinis,
17/11/2014, 16:06
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Ilda Dinis,
30/09/2015, 13:58
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Ilda Dinis,
30/09/2015, 13:59
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Ilda Dinis,
02/12/2014, 16:54